AMM convoca prefeitos para “Mobilização Municípios em Risco”, em Brasília

 AMM convoca prefeitos para “Mobilização Municípios em Risco”, em Brasília

Presidente da AMM, Luis Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas

A Associação Mineira de Municípios – AMM está convocando prefeitos(as), vice-prefeitos(as), secretários(as) municipais e vereadores(as) mineiros, para marcarem presença nos dias 9 e 10 de setembro, em Brasília, na “Mobilização Municípios em Risco”, com o objetivo de intensificar a atuação no Congresso Nacional pelo avanço de pleitos que podem trazer mais recursos e economia para os municípios de todo o País.

O repasse adicional de 1,5% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de março, a PEC da Sustentabilidade Fiscal e a Reforma Tributária são destaques do movimento.

O presidente da AMM e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, destaca que: “a nossa ideia é organizar uma grande mobilização, juntamente com a CNM, para irmos a Brasília – prefeitos, vice-prefeitos, secretários e vereadores –, nos dias 9 e 10 de setembro, pressionar por estas questões. Se não nos mobilizarmos, os estados e a União continuarão concentrando recursos e os municípios seguirão sendo deixados de lado”.

A mobilização está sendo organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob o comando do presidente Paulo Ziulkoski, com apoio da AMM e demais entidades estaduais municipalistas.

Pauta em destaque

Aguardando a instalação da Comissão Especial na Câmara dos Deputados, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 25/2022 prevê o repasse adicional de 1,5% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para o mês de março. A solicitação é fundamental para que os municípios tenham recursos que possam dar continuidade à prestação de serviços à população e também para recompor as perdas decorrentes do aumento da faixa de isenção na reforma do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

Na ocasião, a Confederação alertou que a alteração na tributação do IR afetará as finanças municipais e as políticas públicas executadas em todo o país, especialmente a arrecadação própria dos municípios com o IRRF do funcionalismo e contratações municipais, que terá redução de R$ 5 bilhões por ano. A situação fiscal dos entes locais é muito preocupante. Em 2024, 54% das prefeituras fecharam o ano com as contas no vermelho, sendo o déficit acumulado de R$ 33 bilhões, o pior resultado fiscal da história.

Dessa forma, a proposta pretende minimizar o agravamento desse quadro fiscal. Nesse contexto, a CNM atua no Congresso para aprovar o repasse extra e isso só será possível com o movimento municipalista ainda mais unido. “Essa proposta representa aumento de R$ 13 bilhões para os municípios e vale lembrar que o repasse, assim como os outros adicionais, é permanente. Temos de mostrar a nossa força e, por isso, peço a presença de todos os companheiros na mobilização”, convocou o líder municipalista.

Reforma Tributária

A Confederação atua há anos por avanços que promovam mais justiça com os municípios na distribuição do bolo tributário. Com forte articulação da entidade, o texto-base da Reforma Tributária foi aprovado em 2023, mas ainda tramitam no Congresso propostas que tratam da regulamentação.

Como forma de continuar buscando avanços para as prefeituras e garantir mais representatividade dos municípios, a CNM vai debater esse tema com os parlamentares na mobilização. Um dos pontos é garantir um acordo para a composição do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). “Somos favoráveis à Reforma Tributária desde o começo e atuamos para que os municípios tenham representatividade neste Comitê”, explicou o presidente da CNM”, enfatiza o presidente da CNM.

Previdência

Com economia estimada em R$ 1,5 trilhão aos municípios, a PEC da Sustentabilidade aguarda a votação em segundo turno no Senado. Essa é uma das pautas mais importantes das últimas décadas dos municípios que enfrentam muitas dificuldades na previdência. Se aprovada no Plenário, a proposta será promulgada e trará benefícios para todas as prefeituras que possuem regime próprio ou geral, de precatórios e na flexibilização das receitas e superávits de fundos municipais.

Segundo dados levantados pela CNM, as maiores economias serão da alteração dos indexadores da dívida do regime geral e de precatórios (R$ 1,0 trilhão até 2055), seguida da desvinculação de receitas (R$ 251,0 bilhões até 2032), abatimento de juros e multa da dívida do regime geral (R$ 41,4 bilhões), abatimento nos valores de parcelas até 2055 do RGPS (R$ 88 bilhões) e a não incidência do Pasep nas receitas dos RPPS pelos próximos 30 anos (R$ 62,1 bilhões).

Agenda

– Local: Sede da CNM e Congresso Nacional
– Data: 09/09 às 9h até 10/09 às 18h

 

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