Jovem é perseguido e baleado por dívida de R$ 50 mil

 Jovem é perseguido e baleado por dívida de R$ 50 mil

O que era para ser mais uma tarde comum virou cenário de terror em Montes Claros. Um jovem de 23 anos foi alvo de uma tentativa de execução a sangue frio após um desentendimento envolvendo uma dívida de aproximadamente R$ 50 mil — e por pouco não perdeu a vida.

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, equipes da 11ª Região foram acionadas às pressas na tarde deste domingo (26) para dar apoio ao SAMU em uma ocorrência de disparos de arma de fogo na rua Amadeu Marques, no bairro Maria Cândida.

Ao chegarem, os militares se depararam com uma cena chocante: a vítima estava caída no meio da rua, ferida, sendo amparada pela própria namorada em desespero. Baleado e com suspeita de fratura no braço esquerdo, o jovem ainda apresentava sinais de agressão física. Ele foi socorrido às pressas e encaminhado para a Santa Casa.

Testemunhas relataram que o ataque começou dentro de uma barbearia. O autor, em uma ação rápida e calculada, invadiu o local armado e abriu fogo. Mesmo ferido, o jovem tentou escapar, correndo para fora do estabelecimento. Foi então que a perseguição ganhou contornos ainda mais cruéis: já na via pública, ele foi alcançado e brutalmente agredido com chutes e coronhadas.

Durante o ataque, o suspeito ainda teria feito menção a uma ameaça antiga — o que reforça a suspeita de que o crime foi motivado por vingança. Segundo relatos, a vítima havia ido até a casa do autor no dia anterior para cobrar uma dívida trabalhista de alto valor.

Câmeras de segurança flagraram toda a ação. As imagens mostram o momento em que o criminoso chega em uma motocicleta, invade a barbearia, dispara contra a vítima e foge logo em seguida em direção ao bairro Santo Inácio.

A perícia recolheu projéteis que podem ser de calibre .38, peça-chave para a investigação.

A Polícia Militar segue em rastreamento intenso para localizar o suspeito, que continua foragido.

O caso acende o alerta: quando dívidas viram sentença de morte, a violência deixa de ter limites — e transforma ruas comuns em verdadeiros palcos de guerra.

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