Fábrica da Novo Nordisk em Montes Claros amplia circularidade e transforma resíduos em recursos
Unidade integra iniciativas de reuso de água, valorização de resíduos, energia renovável, conservação da biodiversidade e impacto socioambiental, reforçando a circularidade como estratégia para geração de valor compartilhado
Em um cenário de crescente demanda por soluções que conciliem desenvolvimento econômico e preservação ambiental, a fábrica da Novo Nordisk, em Montes Claros (MG), vem consolidando a circularidade como um dos pilares de sua estratégia operacional. Por meio de iniciativas voltadas ao uso eficiente de recursos, reaproveitamento de materiais, transição energética e conservação ambiental, a unidade transforma processos produtivos para gerar valor às pessoas, à comunidade e ao meio ambiente.
As ações estão atreladas à estratégia global de economia circular da Novo Nordisk, chamada Circular for Zero. Dentro dela, a empresa avalia suas fábricas que demonstram liderança, inovação e engajamento rumo à ambição mundial de zero impacto ambiental. Como resultado dessa trajetória, a unidade de Montes Claros passou a ser reconhecida internamente como uma referência global em circularidade dentro da Novo Nordisk, destacando-se pelo avanço de iniciativas voltadas à gestão de recursos, redução de impactos ambientais e engajamento das pessoas na agenda de sustentabilidade.
“Entendemos que a circularidade é um caminho para ampliar a eficiência dos processos da fábrica, reduzir impactos ambientais e contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades da região. Mais do que uma série de projetos isolados, trata-se de uma forma de pensar e operar que está integrada às decisões da nossa empresa como um todo”, afirma Reinaldo Costa, presidente da fábrica de Montes Claros.
Água: uso mais eficiente e reaproveitamento de recursos
Entre as iniciativas desenvolvidas pela unidade está a ampliação do reaproveitamento de água. A fábrica conta com sistemas de captação de água da chuva e reuso de efluentes em seus processos industriais e para irrigação das áreas verdes.
O sistema de captação e tratamento de água da chuva, possui a capacidade de uso de aproximadamente 80 milhões de litros por ano, permitindo reduzir em até 40% a dependência da concessionária local, fortalecendo a segurança hídrica da operação e ampliando a eficiência no uso dos recursos naturais.
Iniciativas de reutilização de efluentes industriais e sanitários funcionam há alguns anos, por exemplo, com a irrigação das áreas verdes e utilização nas torres de resfriamento e caldeiras com efluente tratado.
Resíduos deixam de ser descarte para se tornar recurso
Outro destaque da estratégia de circularidade é a gestão de resíduos. Ao longo dos últimos anos, a unidade eliminou o envio de resíduos para aterros e desenvolveu alternativas à incineração, priorizando soluções que mantêm materiais em circulação e ampliam seu potencial de reaproveitamento.
Resíduos plásticos, vidro e materiais provenientes dos processos produtivos passaram a ser direcionados para iniciativas de reciclagem e valorização, transformando o que antes seria descartado em novos produtos e insumos para diferentes cadeias produtivas.
Um dos marcos dessa jornada foi a criação do Centro de Descaracterização e Tratamento de Resíduos (CDTR), estrutura desenvolvida para centralizar e otimizar a gestão dos resíduos produtivos gerados na fábrica. O espaço reúne tecnologia, rastreabilidade e processos especializados que permitem maior eficiência na separação e destinação dos materiais.
No CDTR, uma equipe multidisciplinar desenvolveu um processo inovador de descaracterização de produtos rejeitados durante o processo produtivo, que consiste na desmontagem, trituração e separação de diferentes componentes para reciclagem e reaproveitamento. A iniciativa ampliou a recuperação de materiais e reforçou o compromisso da unidade com a circularidade, ao transformar resíduos em recursos que retornam a novos ciclos produtivos.
A implementação do CDTR contribuiu para ampliar significativamente a taxa de reciclagem da unidade em quase 100%, ao possibilitar a recuperação de materiais que antes tinham destinações mais limitadas.
Transição energética e redução de emissões
A estratégia de circularidade também contempla ações relacionadas à energia e ao clima. A unidade utiliza eletricidade 100% proveniente de fontes renováveis e vem investindo em projetos que ampliarão sua autonomia energética nos próximos anos, incluindo iniciativas de geração solar.
Além disso, a fábrica tem expandido o uso de veículos e equipamentos elétricos em suas operações, contribuindo para a redução das emissões associadas às atividades logísticas e operacionais.
Conservação da biodiversidade
Localizada em uma região de grande relevância ecológica, a fábrica mantém iniciativas voltadas à preservação da biodiversidade e à recuperação ambiental.
As ações incluem áreas de conservação, produção e utilização de composto nas áreas verdes, produção de mudas nativas, monitoramento de fauna, programas de proteção de polinizadores e projetos de restauração ecológica. Entre os destaques estão a Trilha do Sagui, espaço dedicado à preservação e educação ambiental, e a implantação de um Sistema Agroflorestal que integra conservação, aprendizado e valorização da biodiversidade local.
Levantamentos realizados na área da fábrica identificaram 98 espécies de aves, incluindo espécies pouco observadas em áreas urbanas, reforçando a importância das áreas preservadas para a conservação da biodiversidade regional.
Impacto positivo além dos muros da fábrica
Para a Novo Nordisk, a circularidade só se completa quando seus benefícios alcançam a sociedade. Por isso, as iniciativas desenvolvidas pela unidade também incluem projetos voltados à comunidade local.
Entre eles estão programas de educação ambiental, ações de compartilhamento de conhecimento, iniciativas de reaproveitamento de materiais e projetos de acesso à água para organizações sociais da região.
“Nosso objetivo é que os benefícios da circularidade ultrapassem os limites da operação industrial e contribuam para fortalecer a comunidade e o território onde estamos inseridos. Acreditamos que desenvolvimento sustentável acontece quando empresa, pessoas e comunidade evoluem juntas”, afirma Robison. (Ascom/Novo Nordisk)
