Câmara de Montes Claros debate tema relacionado ao aborto

 Câmara de Montes Claros debate tema relacionado ao aborto

A Câmara Municipal de Montes Claros, através de iniciativa da vereadora Carol Figueredo (PL), promoveu, nesta quinta-feira (22/10), audiência pública com o tema “Aborto aos nove meses – crime contra a humanidade”. O evento contou com a presença de lideranças jurídicas, médica e também membros do movimento próvida.

Para a proponente da audiência, Carol Figueiredo, uma sociedade verdadeiramente justa é aquela que protege os mais frágeis, principais aquelas que ainda não têm voz para se defender.

“A defesa da vida é minha bandeira mais importante. Quando falamos de aborto aos nove meses, estamos falando de uma gestação em estágio extremamente avançado, de uma criança próxima do nascimento”, ressaltou a parlamentar.

Membro de organizações em defesa da família e da vida humana, Maria Tereza Cavalcanti Rocha, explicou como funciona o aborto no Brasil. Segundo ela, a questão é incentivada por homens que querem reduzir o controle populacional. “Temos que romper a cultura de morte. As mulheres, em sua maioria, não abortam porque foram estupradas. Fazem isso por decisões precipitadas de uma gravidez não desejada”, afirma.

Segundo Sandra Gasparotti, escritora e advogada, o embrião é um ser já formado por células e interromper a gestação é um ato de extermínio forçado. Ela destacou que apenas 6% da população brasileira é a favor do aborto. “Um determinado grupo encontrou brechas na legislação para praticar o assassinato de pessoas. Nosso dever é preservar o nascituro desde sua concepção”.

Para Antônio Hamilton da Silva, especialista em defesa da vida, filosofia e humanidade, quando se fala em aborto é o mesmo em dizer que é favor do genocídio, pois, para ele “são mães matando seus filhos”. Já a advogada, Carla Batista, ponderou as consequências psíquicas causadas nas mulheres que fazem abordo – ela apresentou alguns dados de onde essa mulher desenvolve depressão, alcoolismo e também envolvimento com outras drogas.

“O que queremos é que antes de praticar o aborto a mulher tenha consciências das consequências físicas e emocionais que o ato pode gerar. E que ela saiba que tem opções, como colocar o bebê para adoção”, enfatizou a advogada.

De acordo com o médico, Adriano Neves, o aborto é feito, atualmente, até os nove meses de gestação, através do cloreto de potássio inserido no feto. Método esse já suspendido em eutanásia de animais, por trazer sofrimento para o indivíduo antes da morte.

ABORTO

No Brasil, o aborto é permitido por lei em três situações: quando a gravidez representa risco de vida para a gestante, quando a gestação é resultante de estupro e nos casos de anencefalia fetal, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Fora dessas hipóteses, a prática é considerada crime, conforme previsto no Código Penal. O tema gera debates na sociedade e envolve questões jurídicas, médicas, éticas e sociais, especialmente em discussões sobre os direitos da mulher, a proteção da vida e a assistência à saúde.
(Ascom/CMMC – Jornalista Christine Antonini)

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