ELEIÇÃO 2026: PL tira Domingos Sávio da zona de conforto e o coloca na disputa pelo Senado

 ELEIÇÃO 2026: PL tira Domingos Sávio da zona de conforto e o coloca na disputa pelo Senado

Por Arthur Amorim Jr. (by Norticiando)

O projeto do PL, partido impulsionado pelo capital político do deputado federal Nikolas Ferreira, colocou uma missão nada simples no colo do presidente estadual da legenda, o deputado federal Domingos Sávio: entrar de vez na corrida por uma das duas vagas mineiras ao Senado e demonstrar musculatura política em uma disputa onde ninguém vence no embalo ou no piloto automático.

Acostumado a transitar com relativa tranquilidade no cenário político mineiro, Domingos Sávio parece ter compreendido o tamanho do desafio. O parlamentar deixou a zona de conforto, acelerou o ritmo e se transformou em presença constante em eventos, encontros políticos, homenagens e agendas institucionais em diversas regiões do Estado — movimento típico de quem sabe que eleição para o Senado se conquista gastando sola de sapato, tomando café, apertando mãos e costurando apoios pelo interior.

Os números das pesquisas recentes ajudam a explicar a mudança de marcha. Levantamento da Quaest, divulgado em 28 de abril, indica que o nome do PL ainda terá estrada pela frente para consolidar espaço entre as duas vagas em disputa. Domingos Sávio aparece em quarto lugar, com 8% das intenções de voto, atrás de Aécio Neves, com 11%, Carlos Viana, com 10%, e Marcelo Aro, com 9%.

Na pesquisa Datatempo, divulgada no mesmo período, o cenário exige ainda mais fôlego político. Domingos Sávio aparece em quinto lugar, novamente com 8%, atrás da prefeita de Contagem, Marília Campos, que lidera com 19%, seguida por Aécio Neves (11%), Carlos Viana (10%) e Marcelo Aro (9%).

Pelas bandas do Norte de Minas, o fim de semana do senadoriável foi de maratona política. A agenda começou em Montes Claros, durante homenagem ao arcebispo metropolitano, Dom José Carlos de Souza Campos, em solenidade realizada na Câmara Municipal, e seguiu até a Expô Taiobeiras — um roteiro que evidencia o esforço para ampliar presença, reforçar alianças e ganhar densidade eleitoral em uma região onde política ainda se resolve muito no olho no olho e no aperto de mão.

No jogo pesado do Senado, o recado dentro do próprio PL parece claro: o peso partidário e a força do eleitorado conservador ajudam, mas não fazem milagre. Em Minas, candidatura majoritária continua exigindo estrada, articulação, conversa e disposição para bater perna de cidade em cidade em busca de apoio político e capilaridade eleitoral.

 

 

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