A CONTA DA COPASA NÃO FECHA
A vereadora Maria Helena (MDB) subiu o tom na reunião dessa terça-feira (25/11), na sessão ordinária da Câmara Municipal e voltou a cobrar explicações da Copasa após o aumento sucessivo e sem justificativa das contas de água na cidade. Segundo ela, a população está sendo obrigada a arcar com tarifas cada vez mais altas, enquanto a empresa não apresenta transparência nem respeito ao consumidor. A parlamentar classificou a situação como insustentável e afirmou que água não pode ser tratada como produto de luxo. Para a vereadora, é urgente que a Copasa responda pelos reajustes e apresente soluções reais para um problema que pesa diretamente no bolso de quem já luta diariamente para manter sua casa.
PRIVATIZAÇÃO DA COPASA
Por falar em Copasa, mesmo diante do crescente desgaste junto à população — que reclama tarifas altas e teme piora no serviço — e da forte resistência da oposição na ALMG, o governo Zema conseguiu avançar o PL 4.380/15 na FFO. A pressa do Executivo em privatizar a estatal, amparada pelo argumento fiscal da dívida com a União, reforça a percepção de que o interesse do mercado fala mais alto que o direito do consumidor. Agora no Plenário, o projeto promete acirrar o embate: de um lado, a base governista; do outro, vereadores, movimentos sociais e deputados contrários ao desmonte de uma empresa estratégica para Minas. A briga promete!
CANDIDATURA DE DENERVAL
Depois de ter apostado — e perdido — com Danilo Mendes, ex-prefeito de Taiobeiras e atual vice, na última disputa para deputado, as lideranças do Alto Rio Pardo agora tentam nova cartada: lançar o prefeito Denerval Germano (PSDB) rumo a uma cadeira no Parlamento mineiro em 2026. O movimento revela não só a pressa por influência política na capital, mas também a cobrança crescente por um representante que, de fato, defenda a região — algo que muitos afirmam não ter acontecido nos últimos anos.
DOBRADINHA COM MARCELO
Na corrida por uma vaga na Assembleia em 2026, Denerval Germano já prepara a dobradinha com o deputado federal Marcelo Freitas (União Brasil). No Alto Rio Pardo, Freitas não abre mão de colar no tucano — afinal, sabe muito bem onde estão os votos que lhe interessam. A parceria promete render dividendos para ambos, naquela base de juntar o útil ao agradável. Freitas que sabe da força política alcaide taiobeirense naquela região e não vai perder a oportunidade de conquistas valiosos votos. E o jogo político segue, sem cerimônia
DANILO VOLTA AO PODER
Diante da decisão de Denerval Germano de entrar oficialmente na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2026 — movimento que deve culminar em seu afastamento da Prefeitura já em abril — o tabuleiro político de Taiobeiras volta a girar. E quem retorna ao centro do poder é justamente o vice-prefeito Danilo Mendes (PSDB), que reassume o comando do Executivo seis anos após ter deixado o posto de prefeito. O retorno de Danilo não é mero detalhe administrativo: reacende disputas internas, reequilibra forças e coloca em xeque alianças que, até então, pareciam confortavelmente acomodadas sob a gestão de Denerval. Com a pré-campanha tomando forma e lideranças regionais pressionando por um nome “da casa” para representar o Alto Rio Pardo, o enredo político taiobeirense ganha novos contornos — e a sucessão municipal, inevitavelmente, entra no radar.
PEDRO BRAGA MIRA BRASÍLIA
O prefeito de Buritizeiro, Pedro Braga, já iniciou a romaria em busca de uma vaga no Congresso Nacional. De olho em 2026, ele vem articulando discretamente — mas nem tanto — uma rede de apoios entre lideranças regionais para robustecer sua pré-candidatura. O movimento evidencia sua intenção de deixar a prefeitura rumo a voos mais altos, enquanto tenta consolidar influência no tabuleiro político do Norte de Minas.
REUNIÃO DO PL EM MOC
O PL de Minas realiza nesta sexta (28) seu Encontro Regional em Montes Claros, com Domingos Sávio puxando o coro e Roberto Mauro Magalhães estreando como comandante do diretório local. O discurso é de “unidade” e “fortalecimento”, mas nos bastidores a leitura é outra: o partido tenta mostrar musculatura numa região onde ainda patina para firmar base. Movimentos como PL Mulher, PL Jovem e afins vão compor o palco — mais para efeito visual do que para indicar presença orgânica. No fim, é mais um teste para ver se o partido cresce ou só produz mais um evento de autoafirmação.
