Após discussão, homem coloca fogo na casa da ex-companheira e acaba preso em Bocaiuva
Um homem de 59 anos foi preso na noite deste sábado (30), em Bocaiuva, suspeito de incendiar a casa da ex-companheira e descumprir uma medida protetiva de urgência. O caso, tratado como mais um grave episódio de violência doméstica, foi registrado no bairro Beija-Flor II.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio atingiu um dos cômodos da residência e mobilizou equipes de combate às chamas. Quando os militares chegaram ao local, o fogo já consumia parte do imóvel, concentrando-se em um dos ambientes da casa. Rapidamente, os bombeiros montaram uma linha de combate e conseguiram controlar o incêndio antes que as chamas se espalhassem para outros cômodos.
Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido, já que a residência estava vazia no momento do incêndio.
De acordo com a Polícia Militar, testemunhas relataram que o suspeito teria discutido com a ex-companheira dentro da residência. Após o desentendimento, a mulher deixou o imóvel e, logo em seguida, o homem teria ateado fogo na casa. Moradores da região confirmaram a mesma versão aos policiais.
O incêndio provocou destruição significativa. Conforme os bombeiros, foram consumidos pelo fogo uma geladeira, um fogão, uma cama e parte da estrutura do telhado. Cerca de 3.500 litros de água foram utilizados para conter as chamas e evitar que o fogo atingisse imóveis vizinhos.
Durante o atendimento da ocorrência, a vítima informou aos militares que possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro. A informação foi confirmada por uma familiar, que apresentou a documentação aos policiais. A existência da medida também foi constatada no sistema da Polícia Militar.
Ainda segundo a corporação, o suspeito apresentava sinais de embriaguez, comportamento alterado e falas desconexas no momento da abordagem. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia da Polícia Civil.
A Polícia Militar informou ainda que o homem já aparece como autor em outras ocorrências envolvendo a mesma vítima, o que reforça o histórico de conflitos e episódios anteriores de violência.
