ATUAÇÃO DE WAGNER SANTIAGO, NA UNIMONTES
Por Arthur Amorim Jr. (by Norticiando)
A gestão de Wagner Santiago à frente da Universidade Estadual de Montes Claros deixou de ser apenas administrativa para ganhar densidade no cenário político regional. Com estilo sereno e habilidade de articulação, o reitor construiu pontes onde antes havia ruídos, mantendo diálogo aberto com diferentes correntes e garantindo estabilidade interna — ativo cada vez mais raro. Nos bastidores, a avaliação é de que Wagner alcançou o que poucos conseguem: governabilidade sem desgaste. Ao apostar no entendimento, fortaleceu a instituição e ampliou o protagonismo da Unimontes no cenário da educação superior em Minas, consolidando sua imagem de gestor equilibrado e estrategista silencioso. Mas é no horizonte que o clima esquenta. A possível recondução passa por um jogo que extrapola os muros da universidade: eleição interna, formação da lista tríplice e, sobretudo, o ambiente político no Estado. Com o vice-governador Mateus Simões assumindo protagonismo no Palácio Tiradentes a partir de domingo (22/3), o desfecho pode ganhar contornos favoráveis. Discreto em público, Wagner evita antecipar movimentos. Ainda assim, seu nome ganha força nos bastidores — com um diferencial que pesa: capacidade de diálogo em tempos de tensão política.
