Canetas emagrecedoras ilegais levam mulher à prisão em Montes Claros
Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) revelou, nesta terça-feira (16/12), um esquema clandestino de venda de canetas e ampolas emagrecedoras proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Montes Claros, no Norte de Minas. Uma mulher de 40 anos foi presa em flagrante.
Batizada de Operação Black Pen, a ação teve como alvo o comércio de medicamentos sem qualquer controle sanitário, vendidos livremente como solução rápida para emagrecimento, mas que representam grave risco à saúde. Na casa da suspeita, no bairro Jardim Primavera, os policiais apreenderam nove ampolas de produtos ilegais, além de celulares que podem revelar a extensão do esquema.
Segundo a polícia, a mulher confessou que comercializava os medicamentos. Ela foi autuada com base no artigo 273 do Código Penal, um dos crimes mais graves da legislação brasileira relacionados à saúde pública, com pena que pode chegar a 15 anos de prisão, além de multa.
O delegado Cézar Salgueiro alertou que o uso desses medicamentos, sem prescrição médica e fora do controle da Anvisa, pode provocar efeitos colaterais severos e até irreversíveis. “Estamos falando de substâncias que circulam sem qualquer garantia de segurança”, destacou.
A Anvisa proíbe a fabricação, importação, venda e até a propaganda de diversas marcas de chamadas “canetas emagrecedoras”, entre elas T.G. 5, Lipoless, Lipoless Eticos, Tirzazep e T.G. Indufar, todas sem registro no Brasil.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos no comércio clandestino, que vinha sendo realizado de forma silenciosa e perigosa, explorando a busca pelo emagrecimento rápido.
