Cimams, Codanorte e Amams reforçam pressão em Brasília por mais recursos aos municípios
Três das principais entidades municipalistas do Norte de Minas marcaram presença na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, maior mobilização política do municipalismo brasileiro, realizada na capital federal entre os dias 19 e 22 de maio. A participação conjunta do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams), do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário para o Desenvolvimento Ambiental Sustentável do Norte de Minas (Codanorte) e da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) reforça a estratégia dos prefeitos norte-mineiros de ampliar a pressão política por recursos, obras e maior atenção do Governo Federal às demandas regionais.
Com público superior a 15 mil participantes — entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários e gestores de todo o país —, a Marcha dos Prefeitos se consolidou, mais uma vez, como um dos principais espaços de articulação política entre os municípios e os Poderes Executivo e Legislativo. Realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), o evento teve como foco debates sobre desenvolvimento local, políticas públicas, financiamento das cidades e fortalecimento do pacto federativo.
A abertura da Marcha reuniu nomes de peso do cenário político nacional, entre eles o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, além de ministros e demais autoridades.
Na prática, a presença das entidades norte-mineiras vai além do simbolismo institucional. Os presidentes do Cimams, Adaildo Rocha, o Tampinha, prefeito de Curral de Dentro; do Codanorte, Miguel Felipe, prefeito de Joaquim Felício; e da Amams, Ronaldo Mota Dias, defendem que a participação na Marcha é essencial para garantir espaço nas negociações com Brasília e evitar que os municípios fiquem à margem das decisões que impactam diretamente as administrações locais.
Entre as principais pautas defendidas pelos gestores estão o aumento e a regularidade dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a liberação de recursos para obras paradas, o destravamento de convênios, além do acompanhamento de temas sensíveis, como a reforma tributária e seus impactos sobre a arrecadação municipal.
Nos bastidores, a avaliação entre os prefeitos é de que a Marcha se tornou um ambiente indispensável de pressão política e articulação institucional. Em um cenário de crescente aperto fiscal nas prefeituras, estar em Brasília significa não apenas acompanhar debates, mas disputar espaço, recursos e soluções para problemas que os municípios, sobretudo os do Norte de Minas, dificilmente conseguem enfrentar sozinhos.
Além da agenda política, o encontro também funciona como vitrine de experiências administrativas e soluções de gestão pública, permitindo a troca de informações entre municípios de diferentes regiões do país — uma agenda cada vez mais valorizada por prefeitos que precisam fazer mais com menos recursos.
