Crime contra idosos em Japonvar gera busca por prisão preventiva após soltura

 Crime contra idosos em Japonvar gera busca por prisão preventiva após soltura

A confiança construída ao longo de anos de vizinhança e amizade foi usada como arma em um crime de crueldade contra um casal de idosos na zona rural de Japonvar. Na madrugada do dia 8 de setembro, na comunidade de Cabeceira do Mangaí, um homem de 47 anos — conhecido e próximo das vítimas — agiu com frieza: cortou a energia da residência, invadiu a casa e, armado com uma faca, submeteu um senhor de 90 anos e uma mulher de 72 a uma situação de terror.

Conforme registrado pela Polícia Militar, o suspeito não era um estranho: gozava de liberdade e de convívio com o casal. Mesmo durante a ação criminosa, chegou a manter conversas com as vítimas, numa demonstração de familiaridade que tornou a violência ainda mais chocante. Após ameaçá-los com a faca, amarrou os pés dos idosos e fugiu levando o veículo da família, documentos pessoais e R$ 250 em dinheiro.

Foi o filho do casal quem acionou a polícia. Ao chegarem ao local, os militares receberam detalhes precisos sobre as características do agressor, fornecidos pelas próprias vítimas que, ainda abaladas, conseguiram relatar a traição de quem consideravam amigo.

Imediatamente, equipes da Polícia Militar de Japonvar, de Brasília de Minas e de Mirabela iniciaram buscas intensas pelo autor do crime e pelos bens levados. Dois dias depois, no dia 10 de setembro, o veículo foi localizado e recuperado em uma propriedade rural no município de Mirabela.

O suspeito foi encontrado e detido no sítio do pai, em Brasília de Minas, e conduzido à delegacia para os procedimentos legais. Contudo, a prisão não foi ratificada pelo plantão da Polícia Civil: segundo informado, o período legal de prisão em flagrante já havia sido ultrapassado. O homem foi então liberado.

A decisão gerou preocupação nas forças de segurança. Diante da situação, a Polícia Militar já adotou as medidas cabíveis: encaminhou pedido de apoio ao Ministério Público para a decretação de prisão preventiva. O objetivo, conforme destaca a corporação, é claro: proteger a ordem pública, garantir a integridade física das vítimas e devolver a tranquilidade aos moradores da comunidade de Cabeceira do Mangaí e da região.

O caso segue em andamento e novas medidas judiciais serão adotadas para responsabilizar o autor pelos crimes de ameaça, roubo e constrangimento ilegal.

 

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