Moc gerou 284 postos de trabalho em fevereiro, diz Unimontes

 Moc gerou 284 postos de trabalho em fevereiro, diz Unimontes

A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), por meio do Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração (Gepad), informa que, em fevereiro último, o município registrou 284 novos postos de trabalho, o que representa um aumento de 29,1% em relação a janeiro e de 45,6% em comparação a fevereiro de 2025. Os dados constam no Boletim Informativo do Mercado de Trabalho de Montes Claros-MG, elaborado pelo Gepad, vinculado ao Departamento de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). As admissões e os desligamentos também cresceram em relação a janeiro (9,1% e 8,1%, respectivamente).

Admissões e desligamentos

No período, segundo o Gepad, foram admitidos 2.281 homens (47,7% do total) e desligados 2.343 (52,1%). Já entre as mulheres, houve 2.498 admissões (52,3%) e 2.152 desligamentos (47,9%). O saldo obtido, segmentado por sexo, foi contrastante: menos 62 postos de trabalho ocupados por homens e mais 346 por mulheres. Até meados de 2024, a média histórica da participação masculina nas admissões e desligamentos oscilava em torno de 55% do total. Desde então, essa participação nas admissões vem caindo e, pela primeira vez, ficou abaixo de 50%.

O crescimento do número de trabalhadores vinculados, em comparação a 2025, foi de 0,51%. No cenário nacional, esse aumento foi de 0,76%; no estadual, de 0,61%; e no Norte de Minas (desconsiderados os dados do município), de 0,42%. O saldo positivo no mês foi gerado pelo setor de serviços, o único que registrou mais admissões do que desligamentos. O destaque ficou com as microempresas e as grandes empresas. O maior volume de desligamentos ocorreu no comércio.

Atividades

As “Atividades de Teleatendimento”, que mais movimentam o mercado de trabalho local, com grandes volumes de admissões e desligamentos mensais, registraram 1.030 admissões (280 homens e 750 mulheres) e 926 desligamentos (309 homens e 617 mulheres), resultando em saldo positivo de 104 postos de trabalho.

Já os “Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo” permaneceram na segunda colocação em termos de admissões (177) e desligamentos (147). A atividade “Serviços de Engenharia” aparece em terceiro lugar em admissões (152), enquanto o “Comércio Varejista de Mercadorias em Geral – supermercados” ocupou a terceira posição em desligamentos (141). “Serviços de Assistência Social” e “Atividades de Associações de Defesa de Direitos Sociais” contribuíram significativamente para o saldo positivo entre as mulheres, com 121 e 103 contratações, respectivamente.

Salário e escolaridade

O salário médio pago nas admissões foi de R$ 1.950,88, enquanto, nos desligamentos, atingiu R$ 1.982,39. O salário médio pago aos homens admitidos foi 5,6% maior que o pago às mulheres admitidas. O movimento entre contratações e desligamentos gerou um aumento de R$ 364,6 mil na massa salarial dos trabalhadores formais do município, em razão do reajuste de 6,79% no salário mínimo em janeiro.

No mês, 87,1% do saldo positivo foi gerado por trabalhadores com até 24 anos, e 9,7% por aqueles entre 30 e 39 anos.

Quanto à escolaridade, em fevereiro, a faixa de ensino médio completo respondeu por 47,2% do saldo positivo, seguida pelo ensino superior completo (38,3%) e pela pós-graduação (7,4%). O maior número de contratações de trabalhadores com ensino superior, em comparação aos de ensino médio, costuma ocorrer no início de cada ano, devido ao aumento das contratações nas áreas de “educação” e “saúde humana e serviços sociais”.

A faixa salarial de até um salário mínimo respondeu por 53,4% do saldo positivo no mês, seguida pela faixa de 1,51 a dois salários mínimos (39,8%). As faixas salariais acima de quatro salários mínimos não registraram saldo positivo.

O perfil de trabalhadores — homens e mulheres — com maior saldo entre admissões e desligamentos foi o de pessoas com ensino médio completo e idade entre 18 e 24 anos. Eles foram contratados principalmente por grandes empresas do setor de serviços, com remuneração entre 1,51 e dois salários mínimos. Já elas conseguiram emprego, sobretudo, em microempresas e grandes empresas do setor de serviços, com salários entre 0,51 e 1,5 salários mínimos.

 

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