MORTE NO CRUZAMENTO: motociclista não resiste após colisão no Melo
A morte brutal de um motociclista de 37 anos, nesta segunda-feira (16), não é apenas mais um número nas estatísticas — é um grito de alerta que ecoa pelas ruas de Montes Claros e cobra პასუხo direto das autoridades.
A vítima foi violentamente arremessada após a colisão em um cruzamento no bairro Melo. Socorrido em estado gravíssimo pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, com traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas, ainda lutou pela vida na Santa Casa de Montes Claros, mas não resistiu.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, o motorista alegou que a forte luz do sol teria prejudicado sua visão no momento da travessia — uma justificativa que, mais uma vez, levanta uma pergunta incômoda: até quando fatores previsíveis continuarão sendo tratados como “fatalidades”?
O teste do bafômetro não indicou consumo de álcool, e a Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso. Mas, para além da apuração técnica, cresce a pressão por respostas políticas.
O episódio escancara um problema antigo: cruzamentos perigosos, sinalização questionável e a sensação de abandono que coloca motoristas, motociclistas e pedestres em risco diário. A tragédia desta semana pode até ter nome e idade, mas carrega a marca de uma cidade que parece andar no limite entre o descaso e o luto.
