Outubro Rosa: Uma mulher por outra mulher

 Outubro Rosa: Uma mulher por outra mulher

Mesmo em meio à disputa por uma das 77 cadeiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na eleição marcada para o próximo domingo, 4 de outubro, a médica oncologista e candidata a deputada estadual Laís Santiago (PDT) reservou um momento para dar destaque à saúde da mulher, especialmente neste mês, quando se realiza a campanha Outubro Rosa, dedicada à conscientização, à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer de colo do útero.

Em suas redes sociais, Laís citou um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine: mulheres atendidas por profissionais do sexo feminino apresentam menor risco de morte ou de reinternação em comparação com aquelas atendidas por profissionais do sexo masculino. Os pesquisadores estimam que, ao reduzir essa diferença, cerca de 5 mil vidas de mulheres poderiam ser salvas a cada ano.

Por que existe essa diferença? Pesquisas indicam que profissionais do sexo feminino costumam dedicar mais tempo às pacientes, adotam uma comunicação mais próxima e tendem a desvalorizar menos os sintomas e a dor relatada. É um ponto essencial: historicamente, a dor da mulher recebe menos atenção no sistema de saúde, o que acaba atrasando diagnósticos e tratamentos. As desigualdades tornam-se ainda mais graves quando consideramos questões raciais — mulheres negras, por exemplo, continuam apresentando taxas de mortalidade materna muito acima do esperado.

A médica Laís Santiago reforçou:

“Quem nos atende não deveria decidir se seremos ouvidas ou não. Fale, questione e lute pelo seu direito — e pelo de todas as mulheres ao seu redor.”

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