Prefeitos buscam alternativas diante da instabilidade do FPM
Sob o peso de contas que não fecham e receitas cada vez mais imprevisíveis, prefeitos do Norte de Minas se reuniram nesta terça-feira (24), em um encontro promovido pela Amams, para expor uma realidade que deixou de ser alerta e passou a ser uma emergência administrativa.
Ao lado de representantes de entidades como CNM, AMM, Cimams e Codanorte, gestores municipais fizeram um diagnóstico direto e sem rodeios: o modelo atual de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) já não acompanha o crescimento das despesas obrigatórias e sufoca, dia após dia, a capacidade das prefeituras de manter serviços básicos em funcionamento.
A oscilação constante nos repasses tem gerado um efeito dominó nas administrações locais. Com menor previsibilidade, prefeitos são obrigados a frear investimentos, rever contratos e, em muitos casos, lidar com o risco real de paralisação de serviços essenciais. Saúde, educação e infraestrutura — pilares da gestão pública — entram na linha de tensão de um sistema que já opera no limite.
Presidente da Amams, Ronaldinho Dias foi enfático ao destacar que o problema vai muito além das prefeituras. Segundo ele, quando os cofres municipais enfraquecem, toda a engrenagem econômica sente o impacto. “Os municípios são a base de tudo. Quando há perda de capacidade financeira, quem paga a conta é a população, o comércio local e o desenvolvimento da região”, afirmou.
O encontro escancarou um cenário que exige mais do que diagnósticos: cobra ação política coordenada e respostas urgentes das esferas estadual e federal. Em meio à crise, a Amams reforçou seu papel como linha de frente na defesa dos municípios, articulando soluções para garantir o equilíbrio fiscal, preservar serviços públicos e impedir que o colapso financeiro das prefeituras se transforme em crise social.
