Vereadores defendem políticas públicas para pacientes com fibromialgia

 Vereadores defendem políticas públicas para pacientes com fibromialgia

No Dia Mundial da Conscientização da Fibromialgia, celebrado nesta terça-feira (12/05), a Câmara Municipal de Montes Claros transformou a tribuna em espaço de defesa da saúde pública, acolhimento e reconhecimento da luta enfrentada diariamente por milhares de pessoas diagnosticadas com a síndrome. Durante a reunião ordinária, vereadores cobraram mais políticas públicas, ampliação do atendimento especializado e maior sensibilidade do poder público diante de uma doença silenciosa, crônica e incapacitante.

Os pronunciamentos reforçaram a necessidade de garantir dignidade, acesso ao tratamento e suporte contínuo aos pacientes que convivem com dores intensas, fadiga, limitações físicas e impactos emocionais provocados pela fibromialgia — condição que, muitas vezes, ainda enfrenta desinformação e preconceito.

O vereador Ailton do Vilage (MDB) destacou a atuação do grupo FibroMoc e cobrou uma participação mais efetiva da Secretaria Municipal de Saúde no acompanhamento dos pacientes. Segundo o parlamentar, a realidade enfrentada por quem sofre com a síndrome ainda é marcada por dificuldades no acesso a laudos, medicamentos e especialistas.

“É uma luta conseguir o laudo, os medicamentos e os médicos especialistas. E, quando conseguem esse benefício, praticamente tudo fica voltado para o tratamento. Nós precisamos de mais apoio, mais acolhimento e mais atenção para essas pessoas”, afirmou.

A vereadora Carol Figueiredo (PL) também fez um pronunciamento em defesa da conscientização sobre a doença. Em discurso emocionado, relatou os impactos físicos e psicológicos causados pela fibromialgia e falou sobre os 18 pontos de dor associados à síndrome, ressaltando as limitações impostas à rotina dos pacientes.

A parlamentar destacou que, além da dor constante, muitas pessoas enfrentam incompreensão social e dificuldades para manter a qualidade de vida, o trabalho e até atividades simples do cotidiano. Para ela, ampliar o debate é fundamental para fortalecer políticas públicas voltadas ao acolhimento e ao tratamento adequado.

Já a vereadora Maria Helena (MDB) reforçou seu apoio à causa ao compartilhar a própria experiência convivendo com dores crônicas provocadas pela fibromialgia. Em sua fala, defendeu mais atenção do poder público aos pacientes.

“É uma dor no corpo e uma dor na alma. Temos que continuar lutando por políticas públicas que garantam mais dignidade, tratamento e acolhimento para quem convive com essa doença todos os dias”, declarou.

As manifestações dos vereadores trouxeram à tona um ponto central sobre a fibromialgia: a invisibilidade da doença. Embora nem sempre apareça em exames laboratoriais ou de imagem, a síndrome compromete diretamente a mobilidade, o sono, a produtividade, a saúde mental e a capacidade funcional dos pacientes.

Especialistas destacam que a avaliação físico-funcional tem papel importante na comprovação técnica dos impactos causados pela doença. Por meio de laudos fisioterapêuticos funcionais, é possível analisar limitações relacionadas à capacidade laboral, resistência física, fadiga, mobilidade e atividades da vida diária, transformando sintomas subjetivos em informações técnicas e documentadas.

Os pronunciamentos feitos na tribuna da Casa reforçam que a fibromialgia vai além da dor física. Trata-se de uma condição que exige reconhecimento, empatia e políticas públicas permanentes para garantir tratamento humanizado e qualidade de vida à população afetada. (Com informações Ascom/CMMC – Jornalista Rayhanne Tallis)

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