Expomontes 2026: em um cenário de desafios, a força da gestão que entrega resultados

 Expomontes 2026: em um cenário de desafios, a força da gestão que entrega resultados

Os últimos meses têm mostrado uma nova realidade para os grandes eventos brasileiros. Em diversas regiões do país, festas tradicionais foram canceladas, tiveram suas programações reduzidas ou precisaram ser reformuladas diante do aumento dos custos de produção, da retração econômica e da necessidade de maior responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.

Estruturas mais caras, cachês elevados, despesas crescentes com segurança e logística e um consumidor mais cauteloso passaram a exigir dos organizadores muito mais do que capacidade de realização: exigem gestão.

Nesse novo cenário, a Expomontes reafirma por que se consolidou como uma das maiores feiras agropecuárias de Minas Gerais e um dos mais importantes eventos multissetoriais do interior do Brasil.

A edição de 2026 foi realizada em um contexto especialmente desafiador. O Brasil vive um cenário de desaceleração econômica, somado aos impactos da realização da Copa do Mundo, do calendário político e de uma maior cautela no consumo, fatores que naturalmente influenciaram a circulação de pessoas em grandes eventos em todo o país.

Na Expomontes, o número de visitantes foi menor em comparação à edição anterior, alcançando aproximadamente 250 mil pessoas ao longo de dez dias. Entretanto, limitar a análise ao fluxo de público seria ignorar aquilo que realmente mede o sucesso de uma feira dessa dimensão: sua capacidade de gerar negócios, movimentar a economia e entregar resultados concretos.

E foi exatamente isso que aconteceu

Mesmo diante de um cenário econômico mais restritivo, a Expomontes manteve uma previsão de R$ 400 milhões em movimentação financeira, reafirmando sua relevância para o Norte de Minas. O comércio foi fortalecido, hotéis registraram alta ocupação e bares, restaurantes, transportadores, fornecedores e prestadores de serviços foram diretamente beneficiados por uma cadeia econômica que se movimenta antes, durante e depois da feira.

Os números demonstram que a qualidade do público foi determinante. Mais do que visitantes, a Expomontes recebeu produtores rurais, empresários, investidores, compradores, técnicos e famílias que enxergam o evento como um ambiente de negócios, relacionamento, conhecimento e oportunidades.

Essa vocação econômica ficou evidente em diferentes setores

As instituições financeiras tiveram participação decisiva na geração de crédito para o agronegócio. O Banco do Brasil registrou mais de R$ 40 milhões em propostas nos primeiros dias do Plano Safra 2026/2027. O Banco do Nordeste ampliou sua atuação, fortalecendo principalmente as operações de custeio para aquisição de animais durante os leilões. Já o Sicoob Credinor disponibilizou R$ 120 milhões em recursos próprios para o financiamento de animais e implementos agrícolas, fortalecendo investimentos que permanecem no campo muito depois do encerramento da feira.

No setor comercial, a Expomontes voltou a se consolidar como uma das principais vitrines de negócios do interior mineiro. Empresas dos mais diversos segmentos registraram vendas, ampliaram relacionamentos comerciais, prospectaram novos clientes e iniciaram negociações que seguem em andamento após a feira.

Mesmo diante de um mercado mais cauteloso, o evento reafirmou sua importância como ambiente estratégico para a geração de negócios e o fortalecimento da economia regional.

No agronegócio, os resultados também impressionaram

A Exposição Especializada do Mangalarga Marchador reuniu 261 animais, recebeu 138 inscrições em lista de espera, ampliou sua estrutura para atender à demanda e classificou 80 animais para a Exposição Nacional, consolidando-se entre as cinco maiores especializadas da raça no Brasil.

Na educação, a Mini Fazenda recebeu aproximadamente 10 mil visitantes, entre eles 6.640 estudantes de cerca de 40 instituições de ensino de Montes Claros e da região, promovendo conhecimento, educação ambiental e aproximação entre crianças, jovens e o agronegócio.

Outro destaque foi a segunda edição do Elas do Campo, que reuniu aproximadamente 450 participantes em uma programação voltada ao protagonismo feminino no agro, promovendo conteúdo técnico, networking, experiências e inspiração para mulheres que fazem a diferença no setor.

Esses resultados evidenciam que a Expomontes reúne, em um mesmo ambiente, pecuária, agricultura, genética animal, tecnologia, inovação, educação, turismo, comércio, gastronomia, cultura, shows com artistas regionais e nacionais, capacitação profissional e geração de oportunidades.

É justamente essa diversidade que garante sua sustentabilidade e reduz sua dependência de uma única fonte de receita ou de um único atrativo.

O sucesso da edição de 2026 demonstra, sobretudo, a força de um modelo de gestão construído ao longo de décadas pela Sociedade Rural de Montes Claros. Um modelo baseado em planejamento, credibilidade, parcerias, responsabilidade financeira e visão estratégica, capaz de enfrentar cenários adversos sem abrir mão da qualidade, da organização e da capacidade de gerar desenvolvimento para toda a região.

Enquanto muitos eventos precisaram reduzir suas atividades para se adequar às novas condições econômicas, a Expomontes mostrou que gestão eficiente não se mede apenas pela quantidade de pessoas que passam pelos portões, mas pela capacidade de transformar uma feira em negócios, conhecimento, investimentos, empregos e desenvolvimento regional.

É essa capacidade de adaptação, aliada à tradição e ao compromisso com resultados, que mantém a Expomontes como uma referência estadual.

Em um momento em que o Brasil discute sustentabilidade financeira, eficiência e responsabilidade na realização de grandes eventos, a feira realizada em Montes Claros demonstra que planejamento, governança e boa gestão são os pilares que garantem não apenas a continuidade de um evento, mas sua evolução ano após ano. (Ascom/Soc. Rural – Jornalista Andréa Fróes)

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