Em defesa do meio ambiente, obras e causa animal
O vereador Sóter Magno (PSD), em seu terceiro mandato, segue firme em sua defesa intransigente por causas como o meio ambiente, a proteção animal, a infraestrutura urbana e rural, a saúde pública e outras demandas essenciais para a população. Nos sete primeiros meses de 2026, ele apresentou diversas proposições por meio de Projetos de Lei e Resoluções — entre elas, a concessão de títulos como a Medalha de Mérito Ecológico José Gonçalves Ulhôa e o título de Cidadã Honorária. Também protocolou requerimentos para a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos bairros São José e Alcides Rabelo, a instalação de câmeras em parques públicos e a implantação de acostamento no acesso ao aeroporto, só para citar algumas iniciativas.
Para o parlamentar, os principais desafios ambientais da cidade giram em torno da gestão de resíduos sólidos, do abastecimento de água e da falta de educação ambiental. Ele criticou a cultura de descarte irregular, citando como exemplo o lixão a céu aberto existente na Estrada da Produção, e ressaltou que a coleta regular não é suficiente: o descarte incorreto de resíduos químicos e de outras naturezas causa a contaminação do lençol freático e a proliferação de animais transmissores de doenças. Na visão do vereador, o que é descartado como lixo pode gerar trabalho e renda para muitas pessoas, ao invés de ser apenas rejeito sem utilidade — e a preservação começa dentro de casa, com a educação ambiental fundamental para todas as gerações, especialmente as novas, que precisam desenvolver uma consciência mais apurada sobre o cuidado com o que é nosso.
A área de parques e espaços verdes também recebe atenção especial: houve um crescimento expressivo no número de unidades, que saltou de três para 15, com previsão de chegar a 18 ou 20 até o fim da atual gestão. Além do parque voltado ao bairro turístico, novos espaços estão sendo criados em outras regiões, como o Parque da Vila e o Parque Vila Segura, no Jardim Primavera. Essas áreas são vistas como essenciais para formar um verdadeiro “cinturão verde”, melhorar o clima e elevar a qualidade de vida em Montes Claros, cidade conhecida por suas temperaturas mais elevadas.
Sobre a situação hídrica, Sóter Magno lembra que o Norte de Minas enfrenta um problema estrutural: desde 2015, mais de 300 rios secaram na região. Montes Claros não conta com rios caudalosos em seu território, de modo que o abastecimento depende da Barragem do Rio Verde Grande, do Rio Pacuí e da transposição do Rio São Francisco. O vereador defende a criação de uma cultura de captação da água da chuva, por meio de pequenas barragens, curvas de nível e terraços — medidas que garantem o recurso tanto para a produção rural quanto para o consumo humano.
No que diz respeito à causa animal, ele destacou avanços importantes, como a criação da Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, a implantação
do Castramóvel e a construção de um centro de castração gratuita, funcionando como um pequeno hospital veterinário. Reforçou ainda que o abandono de animais é consequência da falta de responsabilidade, e que os maus-tratos são crime: qualquer caso deve ser denunciado à Polícia Militar, pelo telefone 190, ou à própria Secretaria de Meio Ambiente. A esterilização, conforme lembrou, é a principal medida para controlar o número de animais em situação de rua e garantir sua saúde.
Na área de infraestrutura e mobilidade, o vereador atua constantemente por obras de pavimentação, recapeamento e drenagem pluvial. Dentre as ações, citou a construção de uma ponte no bairro Morada do Sol: ela vai ligar regiões antes separadas, melhorar o fluxo de veículos e reduzir o tempo de resposta de ambulâncias e serviços de emergência. Também teve aprovado o pedido para a construção da Praça Alu Marx, no cruzamento da Avenida Sidney Chaves com a Rua Carlos Fernandes. Uma das suas principais bandeiras de mandato é a revitalização da Lagoa do Interlagos, projeto que deve transformar o espaço em um verdadeiro cartão postal da cidade. A intervenção inclui a remoção de matéria orgânica acumulada e a recuperação do espelho d’água; conforme explicou o parlamentar, é uma obra complexa e de alto custo, que envolve estudos técnicos e licenciamento ambiental rigoroso — tudo para evitar que a lagoa seque durante o processo.
