Minas se posiciona contrário à dosimetria
Por Arthur Amorim Jr. (by Norticiando)
Ainda continua repercutindo nos bastidores da política nacional a votação ocorrida no dia 30/04, pela derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que altera a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A bancada mineira, em sua maioria, votou pela derrubada do veto, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. Dos 53 deputados mineiros, 35 votaram a favor da derrubada do veto, 14 votaram contra e 4 se ausentaram (não votaram). No Senado, dos três representantes, dois votaram a favor da derrubada do veto e um esteve ausente.
No Senado, o enredo foi enxuto e simbólico: Carlos Viana (PSD) e Cleitinho Azevedo (Republicanos) votaram pela derrubada. Já Rodrigo Pacheco (PSB) ficou fora do plenário — gesto que, em política, raramente é neutro.
Na Câmara, Minas entregou volume. Votaram pela derrubada do veto: Aécio Neves (PSDB), Ana Paula Leão (PP), Bruno Farias (Republicanos), Delegada Ione (Avante), Delegado Marcelo (União), Diego Andrade (PSD), Dimas Fabiano (PP), Domingos Sávio (PL), Dr. Frederico (PRD), Emidinho Madeira (PL), Eros Biondini (PL), Fred Costa (PRD), Gilberto Abramo (Republicanos), Greyce Elias (PL), Hercílio Diniz (MDB), Igor Timo (União), Ilacir Bicalho (Republicanos), Junio Amaral (PL), Lafayette Andrada (PL), Marcelo Álvaro Antônio (PL), Maurício do Vôlei (PL), Misael Varella (PSD), Nely Aquino (Podemos), Nikolas Ferreira (PL), Paulo Abi-Ackel (PSDB), Pedro Aihara (PP), Rafael Simões (União), Rodrigo de Castro (União), Rosângela Reis (PL), Samuel Viana (União), Stefano Aguiar (PSD), Vavá (Avante), Weliton Prado (Solidariedade), Zé Silva (União) e Zé Vitor (PL).
Na trincheira governista, ficaram contra a derrubada: Ana Pimentel (PT), André Janones (Rede), Célia Xakriabá (PSOL), Dandara (PT), Duda Salabert (PSOL), Leonardo Monteiro (PT), Mário Heringer (PDT), Miguel Ângelo (PT), Odair Cunha (PT), Padre João (PT), Patrus Ananias (PT), Paulo Guedes (PT), Reginaldo Lopes (PT) e Rogério Correia (PT).
E, como manda o script de Brasília, houve quem preferisse não deixar digitais: Lincoln Portela (PL), Luiz Fernando Faria (União), Newton Cardoso Jr. (MDB) e Pinheirinho (PP) não votaram.
No pano de fundo, o efeito político é inevitável: a decisão abre brecha para revisões que podem alcançar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Minas, fiel ao seu histórico, não fecha com ninguém — mas também não perde a chance de pesar no jogo quando o tabuleiro esquenta.
