É DE FA(O)TO: PRESSÃO SOBRE RODAS

 É DE FA(O)TO: PRESSÃO SOBRE RODAS

Por Arthur Amorim Jr.

A população montes-clarense que depende do transporte coletivo foi surpreendida nesta semana por uma nota ameaçadora da empresa, sinalizando possível paralisação de linhas sob o pretexto do aumento dos combustíveis. A reação foi imediata — e dura. Na Câmara, o vereador Daniel Dias (PCdoB) foi direto ao ponto: não há desabastecimento em Montes Claros que justifique o alarde. Para ele, a conta não pode, mais uma vez, cair no colo de quem depende do transporte público. Cobrou apuração do Ministério Público, Procon e MCTrans e disparou: “não vamos cair no conto do vigário”. Na sequência, o presidente da Câmara, Junior Martins (PP), tratou de conter o clima de pânico: não há paralisação confirmada. Mas deixou o recado — não se brinca com quem precisa do ônibus para viver. Pressionado, o prefeito Guilherme Guimarães entrou em cena e garantiu que não haverá paralisação. Ainda assim, a nota da empresa levantou suspeitas: veio dias após a rejeição do reajuste tarifário que ela defendia. No fim, o recado político ficou cristalino: lucro é privado — prejuízo não pode ser empurrado para a população.

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