Vereadores repudiam agressões à Professora Iara Pimentel e cobram justiça
Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Montes Claros, realizada nesta terça-feira (27/10), os vereadores utilizaram a tribuna para repudiar as agressões sofridas pela vereadora Professora Iara Pimentel (PT) e por outros manifestantes durante uma carreata na Avenida Sanitária, na noite do último sábado (24). Os parlamentares manifestaram solidariedade às vítimas, condenaram a violência e cobraram justiça, destacando a importância do respeito às divergências políticas e da garantia do direito à participação democrática.
Ao se pronunciar, Iara Pimentel relatou indignação diante do ocorrido e afirmou que as agressões deixaram marcas que jamais deveriam ter existido. Segundo a vereadora, o grupo foi atacado com pedras, garrafas, latas, lixo e outros objetos. Ela afirmou sentir profunda dor por ter sido alvo de violência em razão de seu posicionamento político e ressaltou que nenhuma agressão será capaz de fazê-la abrir mão daquilo em que acredita.
A parlamentar lembrou que foi eleita para representar a população, defender direitos, fiscalizar e contribuir para a construção de uma cidade mais justa. Em sua fala, ainda destacou que as divergências fazem parte da democracia, mas não justificam agressões ou ameaças à vida. Iara também cobrou justiça e reforçou que as ruas e os espaços públicos pertencem à população. Ao final, defendeu o direito das mulheres de participar da vida política sem sofrer violência ou intimidação.
A vereadora Maria Helena Lopes (MDB), presidente da Procuradoria da Mulher da Câmara, também repudiou as agressões e manifestou solidariedade à colega. Em sua fala, lamentou o cenário de intolerância e afirmou que sua atuação não está relacionada à defesa de um lado político, mas à garantia dos direitos das mulheres.
Maria Helena destacou o papel da Procuradoria da Mulher na defesa das conquistas femininas e na garantia da participação das mulheres no processo democrático. A parlamentar afirmou que também se sentiu agredida diante do episódio e ressaltou que nada justifica um ato de violência. Para ela, o caso não deve ser tratado apenas como uma questão partidária, mas como uma questão de vida, dignidade e respeito aos direitos das mulheres e a democracia.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Junior Martins (PP), reforçou o repúdio do Legislativo às agressões. Segundo ele, todos os vereadores e vereadoras se sentiram atingidos pelo episódio, que classificou como uma forma inaceitável de intimidação. O parlamentar destacou que a violência política não pode ser tolerada e que as divergências devem ser tratadas com respeito, sem ameaças ou agressões.
Já o vereador Daniel Dias (PCdoB) solicitou providências institucionais para a apuração dos fatos. Em documento, ele destacou a gravidade dos episódios de violência física, política e de gênero contra a mulher e pediu que sejam encaminhados ofícios aos órgãos de segurança pública para obter informações sobre eventuais inquéritos policiais e procedimentos instaurados, além de acompanhar o andamento das investigações.
O vereador também solicitou que, após a apuração dos fatos e a identificação dos possíveis responsáveis, as informações pertinentes sejam encaminhadas ao Ministério Público para análise e adoção das medidas cabíveis nas esferas criminal e eleitoral, inclusive quanto à eventual configuração de violência política de gênero e à aplicação da Lei Maria da Penha, quando juridicamente aplicável. (Ascom/CMMC – Jornalista Rayhanne Tallis)
